Kuller reassume presidência da Câmara e exonera assessor que fez denúncias contra ele


O retorno de Julio Kuller à presidência da Câmara Municipal de Ponta Grossa foi marcado por uma decisão administrativa que movimentou os bastidores do Legislativo. No mesmo dia em que reassumiu o comando da Casa, segunda-feira (5), Kuller assinou a exoneração do assessor parlamentar Guilherme Andrigo Pikunas, que atuava no gabinete da vereadora Enfermeira Marisleidy, e que vinha fazendo uma série de questionamentos públicos e divulgando denúncias envolvendo pessoas ligadas politicamente ao presidente Kuller.

Pikunas havia divulgado recentemente uma denúncia de suposta “rachadinha”, além de questionamentos relacionados a despesas e projetos da Câmara, como o Câmara nos Bairros e o Câmara na Roça. O ex-assessor também publicou conteúdo associando Kuller e a prefeita Elizabeth Schmidt a um episódio envolvendo o suposto auto-sequestro da então vereadora Ana Maria de Holleben, em 2013.

A exoneração foi publicada no Diário Oficial nesta terça-feira (6) e, segundo informações apuradas, teria ocorrido sem conhecimento prévio de Pikunas e da vereadora Enfermeira Marisleidy (Democratas), cujo gabinete estava vinculado ao trabalho do assessor.

O Regimento Interno da Câmara estabelece que cabe ao presidente, juntamente com o primeiro-secretário, realizar a exoneração de servidores da Casa. No entanto, de acordo com um ex-presidente da câmara consultado pelo Plantão da Net, esse tipo de atitude nunca havia sido tomada na história recente da câmara. “Apesar de haver essa prerrogativa ao presidente da Casa, sempre prevaleceu o respeito ao colega de vereança” explicou o ex-presidente.

Julio Kuller disputou uma vaga de deputado estadual nas eleições de 2026 com apoio da prefeita Elizabeth, mas acabou sendo derrotado, obtendo pouco mais de 24,8 mil votos. O PL, partido ao qual pertence o Kuller, elegeu 14 deputados estaduais, mas o vereador não alcançou o número de votos suficientes e ficou de fora.

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