CPI das Terceirizações nas escolas de Ponta Grossa já tem vereadores definidos

A Câmara Municipal de Ponta Grossa definiu, nesta quarta-feira (2), a composição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai apurar os contratos de terceirização dos serviços de alimentação, limpeza e conservação das escolas municipais. A comissão terá 90 dias para realizar os trabalhos, prazo que poderá ser prorrogado por igual período mediante aprovação do plenário.
A presidência ficará com a vereadora Enfermeira Marisleidy (Democratas), enquanto Ede Pimentel (PDT) será o relator. Também integram o grupo os vereadores Geraldo Stocco (PV), Léo Farmacêutico (União Brasil) e Florenal (Podemos). A CPI foi criada a partir do Requerimento 613/2026 e terá como finalidade analisar os procedimentos licitatórios, contratos, pagamentos, execução e fiscalização dos serviços terceirizados.
Entre os pontos que serão investigados estão a quantidade de funcionários disponibilizados pelas empresas, a efetiva prestação dos serviços contratados e possíveis falhas no planejamento e no dimensionamento das equipes.
Os vereadores também deverão verificar eventuais alterações contratuais, transferência de funções para servidores municipais, pagamentos por serviços não realizados, possíveis prejuízos aos cofres públicos e outras irregularidades, além de identificar eventuais responsáveis.
Segundo a presidente da comissão, a iniciativa surgiu após fiscalizações realizadas pelos vereadores desde o início da terceirização da merenda escolar e ganhou novo impulso com a ampliação do modelo para os serviços de limpeza e zeladoria.
Marisleidy afirmou que o objetivo é realizar uma análise conjunta dos contratos e exercer o papel de fiscalização do Legislativo. A instalação de uma CPI depende da assinatura de pelo menos um terço dos vereadores e deve tratar de fato determinado, dentro de prazo previamente estabelecido.
