VÍDEO: Lembra dele? “Bessias” de Dilma é cotado para STF após saída de Barroso

O advogado-geral da União, Jorge Messias, voltou ao centro das articulações políticas em Brasília. Conhecido nacionalmente como “Bessias”, apelido que ganhou após ser citado em uma conversa entre Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva durante a Operação Lava Jato, ele é hoje um dos nomes mais cotados para ocupar a vaga que será aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) com a saída antecipada do ministro Luís Roberto Barroso.
Nos bastidores do Partido dos Trabalhadores (PT), palavras como “lealdade” e “confiança” definem o motivo da preferência por Messias. Dirigentes da legenda avaliam que Lula quer um nome de sua estrita confiança na Corte — alguém alinhado ideologicamente e que não traga riscos jurídicos à gestão.
A lembrança, no entanto, traz de volta um episódio emblemático da política recente. Em 2016, Dilma foi flagrada em um telefonema dizendo que enviaria o “Bessias” com o termo de posse da Casa Civil para Lula, numa tentativa de garantir-lhe foro privilegiado e, na prática, impedir sua prisão. A gravação divulgada pelo então juiz Sérgio Moro marcou um dos momentos mais tensos da Lava Jato.
Agora, o mesmo “Bessias” que simbolizou a tentativa de blindagem política de Lula surge como favorito para subir à mais alta corte do país — justamente o tribunal que anulou as condenações do petista anos depois.
Além de Messias, também são citados como possíveis indicados o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e a ministra Daniela Teixeira, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) — esta última defendida pelo próprio Barroso, que teria sugerido a Lula a escolha de uma mulher para sua sucessão.







