Vereadores denunciam falta de merenda nas escolas municipais de Ponta Grossa

Denúncias apontam que, em alguns casos, pais precisaram buscar os filhos antes do horário por falta de almoço adequado
O primeiro dia de aulas da Rede Municipal de Ensino de Ponta Grossa foi marcado por problemas na oferta da merenda escolar. A terceirização do serviço não funcionou como a Prefeitura esperava e gerou uma série de reclamações de pais e responsáveis. Segundo denúncias feitas nesta quinta-feira (05), por alguns vereadores nas redes sociais, faltou merenda em diversas escolas, o que deixou crianças sem alimentação logo no retorno às atividades escolares.
A primeira denúncia foi feita pela vereadora Enfermeira Marisleidy, e em poucos minutos ganharam repercussão com centenas de comentários (confira o vídeo abaixo). Conforme o relato, em uma escola considerada referência no município, houve falta de alimentação adequada para crianças com transtorno do espectro autista (TEA) e para alunos com seletividade alimentar, situação que, segundo pais, nunca havia ocorrido anteriormente.
Em outra unidade, na região da Vila Coronel Cláudio, a informação repassada pela empresa responsável foi de que cada criança receberia apenas um pãozinho. Já em outra escola, o cardápio previa cachorro-quente, mas os alunos receberam somente pão, para frustração das crianças.
Também foram relatadas falhas no planejamento e na logística da empresa terceirizada. Em uma das unidades, o nutricionista contratado recentemente teria solicitado apoio da direção por não saber exatamente quais itens estavam em falta. Há ainda registros de escolas que receberam quantidade insuficiente de alimentos, como apenas dois cachos de banana entregues na véspera do início das aulas.
“A situação não é culpa das professoras, diretoras ou merendeiras, que atuaram dentro das condições disponíveis. Os funcionários fazem o que podem, mas hoje, pela primeira vez em muitos anos, faltou o básico”, comentou uma mãe em uma rede social.
O modelo de terceirização da merenda escolar, que já vinha sendo amplamente criticado por setores da sociedade ponta-grossense, passou a ser apontado como a principal causa do cenário de desorganização registrado no primeiro dia letivo.
Em alguns casos, pais precisaram buscar os filhos antes do horário por falta de almoço adequado. A situação é considerada grave, especialmente por envolver crianças que dependem da alimentação escolar como parte essencial da rotina diária.
Prefeitura nega falta de merenda
Por meio de uma nota, a Prefeitura negou a falta de merenda em escolas de Ponta Grossa. “O fornecimento de refeições nas 160 Escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) da cidade transcorreu normalmente nesta quinta-feira (5).
Todas as unidades possuem estoques suficientes para atender a demanda de seus alunos; além dos alimentos que são armazenados nas próprias Escolas e CMEIs, itens como frutas e verduras, por exemplo, serão repostos diariamente ou semanalmente (dependendo do tipo de alimento)”, detalhou.
Veja o vídeo:






