SindServ repudia reajuste do vale-alimentação concedido por Elizabeth


Diante da insatisfação, o sindicato convocou uma assembleia geral para o dia 15 de abril, às 18h15, com o objetivo de discutir os próximos passos da categoria. Entre as possibilidades estão medidas de mobilização, caso não haja abertura imediata de negociação por parte da administração

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ponta Grossa (SINDSERV) divulgou uma nota oficial nesta terça-feira (14) repudiando o reajuste no vale-alimentação anunciado pela Prefeitura. A medida, formalizada por decreto publicado no Diário Oficial, prevê um aumento de 4,14% no benefício, o equivalente a R$ 24,84.

No comunicado, assinado pelo presidente da entidade, Luiz Eduardo Pleis, o sindicato classifica o reajuste como insuficiente e critica a postura da administração municipal. “O aumento de apenas R$ 24,84 no vale-alimentação demonstra o total descaso da administração com os servidores públicos e contraria o discurso de valorização frequentemente anunciado pela própria gestão”, afirma a nota.

O reajuste foi estabelecido por meio do Decreto nº 26.485, de 13 de abril de 2026, assinado pela prefeita Elizabeth Silveira Schmidt. Com a atualização, o benefício mensal passa a ser de R$ 624,84 e começa a valer a partir da data da sua publicação.

Além de questionar o valor concedido, o sindicato também aponta falta de diálogo no processo. Segundo a entidade, não houve negociação prévia com representantes da categoria nem com a comissão de trabalhadores. “Evidencia-se a falta de respeito com os profissionais que garantem diariamente a qualidade dos serviços públicos prestados à população”, diz outro trecho do documento.

Diante da insatisfação, o sindicato convocou uma assembleia geral para o dia 15 de abril, às 18h15, com o objetivo de discutir os próximos passos da categoria. Entre as possibilidades estão medidas de mobilização, caso não haja abertura imediata de negociação por parte da Prefeitura.

Por sua vez, o Executivo municipal sustenta que o reajuste segue os critérios estabelecidos pela legislação vigente, e considera as limitações orçamentárias do município.

O impasse evidencia o clima de tensão entre servidores e administração municipal, com a categoria cobrando reposição mais significativa das perdas inflacionárias e maior participação nas decisões que impactam seus benefícios.

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