Quando o elogio não sustenta e o conflito destrói

Por Lurdes Maria – Graduação Psicóloga, Terapeuta no método na Análise Comportamental. Celular (WhatsApp); (42) 99992 0018 ou (42) 9 9946 2930 @lurdesmariamieth – Site:lurdesmariamiteh.com.br
Os conflitos têm um impacto visceral porque ativam zonas profundas do cérebro ligadas à sobrevivência. Quando nos sentimos rejeitados, humilhados ou excluídos, o corpo reage como se estivesse sob ameaça real: a circulação sanguínea se acelera, a pressão sobe, e a raiva se instala como defesa. Essas reações não são apenas emocionais — são físicas, intensas, e muitas vezes desproporcionais. É por isso que um simples desentendimento pode nos tirar completamente do eixo, nos fazer perder o controle e nos deixar exaustos por horas ou dias.
Já os elogios, embora provoquem uma explosão de dopamina — o neurotransmissor do prazer — têm efeito passageiro. O cérebro absorve o estímulo positivo, mas rapidamente retorna ao seu estado basal. Isso acontece porque fomos condicionados a duvidar do afeto, a esperar o conflito, e a nos proteger do que pode machucar. Assim, o que deveria nos fortalecer se dissipa, enquanto o que nos fere permanece. Essa assimetria emocional revela um desequilíbrio que merece atenção.
Fazer análise não é luxo, é urgência. Se você percebe que os conflitos te desestabilizam mais do que deveriam, e que os elogios não conseguem te sustentar, há um campo emocional pedindo cuidado. A terapia não é apenas para quem “não está bem” — é para quem quer entender por que sente o que sente, e como pode viver com mais equilíbrio.
A sua paz não pode depender do próximo embate. Ela precisa nascer de dentro. E isso começa com o primeiro passo: se permitir olhar para si. Eu sou o seu próximo passa, venha perceber o que isso faz na sua vida, e na saúde do corpo mente emocional mental, e fé.







