Prejuízo dos Correios soma R$ 5,5 bi no semestre de 2026


Os Correios registraram prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, conforme demonstrações financeiras divulgadas neste sábado. O resultado representa uma redução de 5,5% em relação ao prejuízo de R$ 2,53 bilhões do mesmo período de 2025. No acumulado do primeiro semestre, a estatal soma perda de R$ 5,55 bilhões, um aumento de 30,4% sobre os R$ 4,26 bilhões negativos de igual período do ano passado.

A empresa afirma que vem enfrentando pressões relevantes sobre seus resultados, sua geração de caixa e sua posição patrimonial. A direção dos Correios busca executar um plano de reestruturação desde setembro do ano passado, enquanto atravessa uma crise financeira sem precedentes.

Segundo a direção dos Correios, o resultado do segundo trimestre já contempla efeitos positivos do plano de reestruturação, que continua sendo implementado. Entre as medidas adotadas está o Plano de Demissão Voluntária (PDV), que já desligou 6.545 empregados, sendo 2.767 apenas neste semestre. A despesa com pessoal recuou 4%, mesmo com o reajuste salarial de 5,1%.

Outro destaque foi a regularização dos passivos vencidos, o que gerou uma economia de R$ 322 milhões. Os custos dos serviços somaram R$ 7,6 bilhões, R$ 1,3 bilhão abaixo do previsto. Para dar continuidade ao plano, os Correios abriram novo PDV voltado exclusivamente ao fechamento de 1 mil pontos entre agências e unidades de tratamento de carga.

A empresa busca avançar em parcerias com o setor público, como aluguel de balcões, e com o setor privado. Essas ações visam reduzir despesas e melhorar a eficiência operacional da estatal.

Na virada do ano, a estatal teve ajuda do Tesouro Nacional para tomar um empréstimo bancário de R$ 12 bilhões para regularizar pagamentos atrasados. Ainda assim, registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões no exercício anterior. O plano de reestruturação foi a contrapartida ao financiamento.

Com o empréstimo, a estatal quitou antecipadamente uma dívida bancária de R$ 1,8 bilhão contratada em 2025. Atualmente, a empresa não tem empréstimo a vencer no curto prazo e o saldo total recuou de R$ 14 bilhões para R$ 12,9 bilhões.

Além dos R$ 12 bilhões já contratados, uma nova operação de R$ 7 bilhões com garantia da União está em estágio avançado. Também segue a negociação de R$ 2,9 bilhões com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) para o Programa de Modernização dos Correios.

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