PL fecha portas a Moro e reforça aliança com Ratinho Junior no Paraná


Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza audiência pública interativa para ouvir o ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, sobre informações e esclarecimentos a respeito das notícias veiculadas na imprensa relacionadas à Operação Lava Jato. À mesa, ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Foto: Pedro França/Agência Senado

O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) enfrenta obstáculos para viabilizar uma candidatura ao governo do Paraná, especialmente diante da resistência interna no PL, partido que vinha sendo apontado como possível destino do ex-juiz da Lava Jato.

Apesar das especulações sobre uma eventual filiação à sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, lideranças nacionais e estaduais do PL sinalizam que haveria um certo constrangimento com a possível entrada de Moro no projeto político da legenda no estado. A cúpula nacional, presidida por Valdemar Costa Neto, e a direção paranaense defendem a manutenção da aliança com o governador Ratinho Junior (PSD), construída no último ciclo eleitoral e considerada estratégica para 2026.

No Paraná, o PL já tem definição de prioridades. O deputado federal Filipe Barros é pré-candidato ao Senado com apoio do grupo governista, e a legenda trabalha para integrar a coligação encabeçada pelo PSD na sucessão ao Palácio Iguaçu. Nesse contexto, a eventual chegada de Moro poderia gerar ruído interno e desorganizar a estratégia previamente alinhada.

Em entrevista à rádio Alternativa FM, Filipe Barros negou que tenha havido convite formal para que Moro se filie ao PL e classificou como boato a aproximação entre o senador e o presidenciável Flávio Bolsonaro. Segundo ele, o partido está decidido a seguir ao lado de Ratinho Junior.

O próprio governador declarou, em entrevista à Jovem Pan News, que espera manter a aliança com o PL e reiterou apoio à pré-candidatura de Filipe Barros ao Senado. A sinalização reforça que o projeto político em curso no estado passa pela continuidade do grupo que hoje ocupa o Executivo estadual, o que reduz o espaço para movimentos externos.

Nos bastidores, a leitura predominante é que, sem o aval claro de uma estrutura partidária robusta no Paraná e diante de uma aliança já consolidada em torno do grupo de Ratinho Junior, Moro teria dificuldades significativas para estruturar uma candidatura ao governo estadual.

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