Paraná Pesquisas: 71% dizem que preços subiram com Lula; metade afirma que picanha está mais cara


Levantamento nacional revela percepção majoritária de alta nos preços de supermercado, picanha mais cara e desconfiança sobre melhora econômica até o fim do mandato


Sete em cada dez brasileiros afirmam que os preços dos produtos de supermercado aumentaram desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reassumiu o governo. É o que mostra a mais recente pesquisa nacional do Instituto Paraná, realizada entre os dias 18 e 22 de junho com 2.020 eleitores em 162 municípios dos 26 estados e do Distrito Federal. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com grau de confiança de 95%.

Segundo o levantamento, 71,4% dos entrevistados disseram que os preços aumentaram. Outros 17,2% responderam que os valores permaneceram como estavam, enquanto 9,4% percebem uma diminuição. A percepção de alta se manteve estável em relação ao levantamento anterior, realizado em abril, quando 73,7% relataram aumento.

Comparação com governo anterior

A pesquisa também investigou a percepção da população em relação ao preço da picanha, símbolo de campanhas eleitorais recentes. Quando questionados se o valor da carne está mais alto ou mais baixo em comparação ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, 33,2% afirmaram que está “muito mais alto”, e 16,8% disseram que está “um pouco mais alto”. Para 21,7%, os preços continuam iguais; 14,1% veem uma redução e 3,8% disseram que o preço está “muito mais baixo”. Outros 10,5% não souberam ou não lembraram.

Futuro com desconfiança

O Instituto Paraná também perguntou se, até o fim do atual mandato, a situação econômica permitirá que a maioria dos brasileiros compre picanha e cerveja com mais facilidade. A resposta foi predominantemente negativa: 67,1% disseram que não acreditam nessa possibilidade. Apenas 26,3% demonstraram otimismo e 6,6% não souberam responder.

Perfil da amostra

A amostra da pesquisa é representativa do eleitorado brasileiro e foi estratificada por região, idade, gênero, escolaridade e nível econômico. Os dados foram coletados por meio de entrevistas pessoais, com auditoria em pelo menos 20% dos questionários, segundo o instituto. A região Sudeste concentrou a maior parte das entrevistas (855), seguida por Nordeste (561), Norte + Centro-Oeste (301) e Sul (303).

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