Fim da escala 6×1 pode custar até R$ 34,5 bilhões às prefeituras, aponta estimativa

A aprovação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 pode gerar impactos bilionários nas contas públicas municipais. Estimativas da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) apontam que os custos podem chegar a R$ 34,5 bilhões por ano, considerando os efeitos da mudança nas administrações municipais.
Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) estima que as prefeituras precisariam contratar pelo menos 7.147 novos servidores celetistas para compensar a redução da jornada e manter os serviços públicos. O custo adicional direto seria de R$ 442 milhões anuais, considerando apenas funcionários contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Com a redução da jornada máxima semanal para 40 horas e a garantia de dois dias de descanso, a estimativa é de uma perda de 285,9 mil horas semanais de trabalho nas administrações municipais.
Os setores mais afetados seriam serviços gerais, saúde, educação e funções técnico-administrativas, que concentram 92% dos custos projetados. O impacto total pode ser ainda maior com a inclusão de trabalhadores terceirizados e serviços que exigem atendimento contínuo, como unidades de saúde.
