Educação começa processo pioneiro de digitalização de 50 milhões de páginas de acervo

Se empilhadas, 50 milhões de páginas formariam uma torre de aproximadamente cinco quilômetros de altura, o equivalente a cerca de 132 estátuas do Cristo Redentor empilhadas. Projeto “Memória Digital da Educação” inicia transformação do acervo documental com foco em preservação, segurança das informações e otimização de espaços físicos
A Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) iniciou um dos maiores projetos de digitalização documental da educação pública brasileira. A iniciativa prevê a conversão de cerca de 50 milhões de páginas de documentos físicos do acervo da secretaria, dos Núcleos Regionais de Educação (NREs) e das instituições da rede estadual para formato digital.
Se empilhadas, 50 milhões de páginas formariam uma torre de aproximadamente cinco quilômetros de altura, o equivalente a cerca de 132 estátuas do Cristo Redentor empilhadas. Além das páginas digitalizadas, o projeto também prevê o tratamento de cerca de 100 milhões de imagens, entre fotografias, microfilmes e outros registros históricos.
A iniciativa integra o Programa Educação para o Futuro do Estado do Paraná (PEFEP) e conta com financiamento parcial do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O objetivo é modernizar a gestão documental da secretaria, ampliar a segurança das informações e facilitar o acesso a registros acadêmicos e administrativos produzidos ao longo de décadas.
Diretor-geral da Seed-PR, João Luiz Giona Junior destaca a dimensão do projeto e o impacto institucional da iniciativa. “É importante destacar que a Memória Digital da Educação, que é o nome que nós demos para esse projeto, ele é a maior iniciativa de digitalização, de documentos de digitalização de acervo, que nós temos conhecimento do Estado do Paraná. É uma referência tanto em nível estadual, quanto também nacional”, salientou.
“Não temos conhecimento de outra iniciativa em educação, que tenha envolvido um volume tão grande de documentos, uma força-tarefa tão grande também, e que vai entregar um resultado tão rápido”, disse.
O projeto começou a ser estruturado ao longo dos últimos dois anos, com levantamento técnico do acervo e organização prévia dos documentos. Em 2025, as escolas da rede estadual participaram de um processo de triagem para separar os materiais que devem ser preservados daqueles que podem ser descartados, evitando a digitalização de registros duplicados ou sem valor arquivístico.
“É um passo muito significativo que a Secretaria, enquanto instituição, um marco histórico na instituição, que nós demos aqui no sentido de promover a transformação digital dos nossos serviços. Bem, esse é um trabalho que se iniciou há muito tempo atrás. Então, nós estamos chegando aqui, culminando em dois anos de trabalho, em que esse projeto foi desenhado, estruturado, houve a preparação, a separação da documentação nas escolas, porque nem toda a documentação deve ser digitalizada”, reforçou Giona Junior.





