Disputa pelo Fundão Eleitoral provoca tensão no PL e deputados ameaçam retirar apoio a Sérgio Moro

O fundo eleitoral enviado pela executiva nacional veio menor do que o esperado. A direção estadual decidiu que Moro e a esposa, Rosangela, ficam com mais da metade do valor, cerca de R$ 880 milhões e o resto se divide entre a campanha ao Senado e os 86 candidatos a deputado estadual na chapa
A campanha eleitoral nem bem começou e os bastidores da política já estão borbulhando. A distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral já provoca tensão nos bastidores do PL no Paraná no início da campanha. Segundo informações divulgadas pelo site Angelo Rigon, candidatos a deputado pela sigla estariam insatisfeitos com a possibilidade de concentração de verbas na candidatura de Sérgio Moro ao Governo do Estado. O PL nacional terá direito a R$ 881,7 milhões do Fundo Eleitoral, a maior parcela entre os partidos, mas os recursos ainda não teriam sido repassados no Paraná.
A principal preocupação entre os candidatos é que a campanha de Moro e a de Filipe Barros recebam uma estrutura financeira mais robusta, enquanto os concorrentes às vagas na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa tenham acesso a uma parcela menor dos recursos.
Entre os nomes que estariam cobrando maior clareza sobre a divisão estão Ricardo Arruda, Fernando e Flávia Francischini, Mauro Moraes, Tito e Tati Barichello, Jacovós, entre outros. Já candidatos como Tamura, Ribeiro e Souza estariam cientes de que deverão receber valores abaixo do que esperavam.
A insatisfação teria chegado à Assembleia Legislativa e provocado movimentação dentro do comando partidário para evitar que a disputa por recursos ganhe maiores proporções. O episódio envolvendo Olímpio Araújo Junior, candidato a deputado federal e líder do PL na Câmara de Curitiba, aumentou a repercussão.
No domingo (16), ele afirmou nas redes sociais que começaria a campanha sem recursos do Fundo Eleitoral ou doações de pessoas físicas e que não havia recebido “absolutamente nenhum centavo”. Após a repercussão, porém, Olímpio classificou a informação como “fake news” em declaração ao site Politiza.
O recuo não encerrou os questionamentos dentro do partido e alimentou especulações sobre a existência de pressão interna para conter a crise. Caso a distribuição do Fundo Eleitoral continue gerando insatisfação, candidatos ameaçam tornar públicas as reclamações.
A disputa pelos recursos, que ainda está sendo tratada nos bastidores, pode se transformar em um novo foco de tensão dentro do PL paranaense justamente no início da corrida eleitoral.
