Ciclo de conflitos que parece não ter fim

Por Lurdes Maria – graduação psicóloga, Terapeuta Corporal Comportamental. Celular (WhatsApp); (42) 99992 0018 ou (42) 9 9946 2930 @lurdesmariamieth – Site:lurdesmariamieth.com.br
O relacionamento está mergulhado em um ciclo de conflitos que parece não ter fim. As discussões se repetem, os gestos de carinho se perdem, e mesmo quando um tenta, o outro já está em modo de defesa. É como se ambos estivessem presos em uma dança de provocações e ressentimentos, sem saber quem começou, mas com a certeza de que ninguém consegue parar. A maturidade dos quase 40 anos não tem sido suficiente para trazer equilíbrio emocional — pelo contrário, parece que o desgaste psicológico acumulado ao longo dos anos está cobrando seu preço. E cobra mesmo, ou algo muda ou algo pode ser mais que doentio e sim vira perigoso.
A mente de cada um está sobrecarregada, e isso transborda para o cotidiano. O trabalho vira um fardo, o lar deixa de ser refúgio, e até o silêncio se torna barulhento. O psicológico do casal está pedindo socorro, mas ninguém ouve. A ansiedade, a frustração e a insegurança estão moldando comportamentos que ferem, afastam e criam muros invisíveis. E o mais doloroso é perceber que, mesmo com tanto esforço, o sentimento de impotência cresce — como se o amor estivesse sendo sufocado por tudo aquilo que não foi resolvido. A saúde começou a perder espaço, no lugar veio a guerra, guerra entre duas pessoas doentes.
É um grito silencioso por ajuda. Não é falta de amor, é excesso de dor não tratada. O casal vive como se estivesse em piloto automático, reagindo em vez de refletindo, sobrevivendo em vez de se conectando. E enquanto isso, a vida passa, os dias se acumulam, e o relacionamento se transforma em um campo de batalha emocional. Talvez não falte vontade de mudar — talvez falte coragem de olhar para dentro e reconhecer que o maior inimigo não é o outro, mas o que cada um carrega e ainda não aprendeu a curar.







