Após alegar falta de recursos para reajuste dos servidores, Prefeitura tenta destravar aumento da prefeita

A questão referente a reajuste salarial está voltando a ser tema de discussão entre a administração municipal e os servidores públicos da prefeitura de Ponta Grossa. Desta vez, o debate envolve um pedido de aumento salarial da prefeita Elizabeth Schmidt e dos secretários municipais, após a Prefeitura alegar à Justiça que não havia previsão orçamentária para conceder aos servidores.
Em um vídeo nas redes sociais do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ponta Grossa (SindServ), o presidente da entidade, Luiz Eduardo Pleis, criticou a nova investida da administração municipal e relembrou a ação popular que suspendeu o reajuste salarial da prefeita e dos secretários, com aumento que poderia chegar a 100%.
Segundo Pleis, enquanto a administração sustenta ter recursos para elevar os salários do Executivo, os servidores recebem a justificativa de que o limite prudencial impede avanços salariais para a categoria. “É inadmissível dizer que não há margem para garantir reajuste aos servidores, mas afirmar na Justiça que existe orçamento para aumentar o salário da prefeita e dos secretários. Os servidores merecem respeito e valorização”, afirma o presidente.
Diante da situação, o sindicato reagendou uma caminhada de protesto para a próxima quinta-feira, dia 21. A concentração está marcada para as 17h, na Praça Barão de Guaraúna, em frente à Igreja dos Polacos, na região central da cidade.
Durante a convocação, Pleis pediu que os servidores participem do ato vestidos com camisetas pretas. “Nós não desistimos, porque juntos somos mais fortes”, afirmou.
A mobilização integra as reivindicações do funcionalismo público municipal por reajuste salarial e valorização da categoria.
Relembre
Em janeiro de 2025, a justiça suspendeu suspendeu o aumento salarial para a prefeita, vice-prefeito e secretários municipais de Ponta Grossa. A decisão do judiciário na época atendeu a uma ação popular questionando a legalidade da lei aprovada na câmara que reajustou os subsídios em até 100% para 2025.
