ANÁLISE: Elizabeth, Jocelito e Mabel se unem para impedir ascensão de Ponta Grossa ao governo do estado


A política de Ponta Grossa parece viver mais uma daquelas reviravoltas capazes de surpreender até os mais experientes observadores. Grupos que durante anos estiveram em lados opostos do campo político agora estão unidos em uma disputa que ganhou dimensão estadual: a eleição para o Governo do Paraná.

De um lado, o grupo ligado à prefeita Elizabeth Schmidt; de outro, a família Canto, que nos últimos anos tem sido adversários em eleições visando a prefeitura municipal. E tudo isso com o claro objetivo de impedir a ascensão do ponta-grossense Sandro Alex ao Palácio Iguaçu.

Não deixa de ser simbólico que justamente no momento em que Ponta Grossa apresenta uma candidatura com potencial para colocar um representante da cidade na disputa pelo comando do Estado surjam movimentos para tentar barrar esse projeto.

E é preciso a importância do momento que a cidade de Ponta Grossa se coloca. Isso porque trata-se de uma situação inédita em termos de protagonismo político estadual: pela primeira vez na história de mais de 200 anos da cidade, um pontagrossense chega à disputa pelo Palácio Iguaçu, e com reais chances de vitória.

Outro aspecto, igualmente curioso dessa história, é justamente o fato de antigos adversários encontrarem um objetivo comum, de ir contra a cidade. Afinal, para Ponta Grossa, a eleição de 2026 representa uma oportunidade histórica de tentar levar um filho da cidade ao comando do Paraná.

E nesse contexto, torcer e trabalhar contra Sandro Alex poderia ser comparado a torcer contra o próprio Operário Ferroviário numa final de campeonato. Independentemente de simpatias políticas ou divergências pessoais, quando um representante de Ponta Grossa chega a uma disputa dessa dimensão, a vitória deixa de ser apenas individual e passa a representar uma oportunidade para toda a cidade.

Ponta Grossa está diante da oportunidade de deixar de ser apenas um importante colégio eleitoral dos Campos Gerais para tentar ocupar o centro da política paranaense. E é justamente essa possibilidade que torna a eleição de 2026 tão diferente e tão estratégica para a cidade.

A pergunta que fica é: na hora de escolher entre a rivalidade política e a possibilidade de Ponta Grossa conquistar um espaço inédito no cenário estadual, qual deveria falar mais alto?

Com a palavra, o eleitor pontagrossense que realmente pensa na cidade.

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