Deltan Dallagnol na vice de Guto Silva? Bastidores apontam especulações sobre composição estratégica no Paraná

Circulam nos bastidores da política paranaense especulações sobre uma possível composição envolvendo o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo) e o secretário das Cidades, Guto Silva (PSD), pré-candidato ao Governo do Estado em 2026. O rumor, atribuído a setores da esquerda, sugere a hipótese de Dallagnol integrar uma eventual chapa majoritária como candidato a vice-governador. Até o momento, não há qualquer confirmação oficial por parte dos citados.
Entre aliados de Dallagnol, a avaliação predominante é de que o cenário mais natural para o ex-deputado federal segue sendo a disputa por uma vaga ao Senado, cargo de maior projeção nacional e compatível com seu perfil político. Ainda assim, o simples fato de seu nome ser associado ao projeto estadual liderado por Guto Silva demonstra a força de articulação do grupo político do governador Ratinho Junior (PSD).
Caso uma aliança desse porte viesse a ser construída, interlocutores avaliam que se trataria de uma composição estratégica, capaz de ampliar o alcance eleitoral da chapa. Dallagnol agregaria densidade junto ao eleitorado conservador e antipetista, enquanto Guto Silva consolidaria a continuidade do projeto administrativo bem avaliado do atual governo estadual. Para o PSD, o movimento também poderia abrir espaço para fortalecer o projeto de eleger um senador no Paraná em 2026.
O tabuleiro eleitoral paranaense ainda está em plena formação. Pesquisas recentes indicam o senador Sergio Moro (União Brasil) na liderança das intenções de voto para o Governo do Estado, enquanto Requião Filho (PDT) aparece em segundo lugar, concentrando parte do eleitorado oposicionista. Já o grupo governista trabalha com cautela, priorizando a construção de alianças sólidas e a consolidação de um discurso de continuidade administrativa e estabilidade política.
No campo jurídico, Deltan Dallagnol segue enfrentando questionamentos. Embora tenha sido considerado inelegível até 2023, há tentativas de adversários para ampliar esse impedimento até 2031. Aliados classificam essas iniciativas como manobras políticas travestidas de disputas jurídicas, com o objetivo de retirar um nome competitivo do cenário eleitoral.
Enquanto isso, o governador Ratinho Junior mantém protagonismo nacional e influência decisiva na sucessão estadual. Com Guto Silva despontando como seu principal herdeiro político, o grupo governista segue no centro das articulações, atento aos movimentos do tabuleiro e às oportunidades de composições que fortaleçam o projeto para o Paraná.







