Prefeitura de PG distribui panfletos com mentiras sobre a merenda nas escolas, acusa sindicato


Presidente do SindServ, Luiz Eduardo Pleis e um dos diretores, Eliel Padilha, afirmam que material é mentiroso

Material estaria sendo entregue por servidores da Educação em escolas e CMEIs; sindicato afirma que dados divulgados são distorcidos e não têm cunho pedagógico

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ponta Grossa (SINDSERV) fez uma denúncia pública contra a administração municipal, acusando a prefeitura de utilizar servidores da Secretaria Municipal de Educação para distribuir panfletos com informações falsas em escolas e CMEIs. A denúncia foi feita através das redes sociais pelo próprio presidente do sindicato, Luiz Eduardo Pleis.

De acordo com Pleis, o material entregue aos alunos contém informações mentirosas a respeito da merenda escolar e da tentativa da prefeita Elizabeth Schmidt de terceirizar o serviço de alimentação nas escolas. O sindicato classifica a ação como “inaceitável” e “vergonhosa”, afirmando que o conteúdo não tem qualquer finalidade pedagógica, buscando apenas confundir a comunidade escolar.

“O Executivo está fazendo servidores públicos irem de escola em escola para entregar panfletos cheios de fake news. Esse material, que até tem uma qualidade de impressão boa, mente descaradamente sobre os números e sobre as competências da administração pública”, afirmou o presidente.

Entre os pontos destacados pelo SINDSERV, está a afirmação do panfleto de que haveria um gasto superior a R$ 31 milhões com a terceirização da cozinha escolar. Segundo o sindicato, esse valor na verdade está relacionado aos contratos de limpeza das escolas e não à alimentação. Outro exemplo citado é a menção ao uso de verbas do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), recurso federal que não é gerido diretamente pela prefeitura.

“Eles estão usando as escolas, um espaço que deveria ser de aprendizado, para espalhar desinformação. E pior: estão usando os próprios servidores para isso. É um ato de desespero”, completou Pleis.

A polêmica ocorre em meio a discussões sobre a possibilidade de terceirização do serviço de merenda escolar no município, tema que tem gerado críticas de parte dos servidores e da comunidade escolar. O sindicato promete acionar o Ministério Público e outros órgãos de controle caso a prática continue.

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