Prefeitura lança edital para terceirizar a merenda nas escolas

A situação foi denunciada pelo SindServ, e está gerando preocupação de funcionários e pais de alunos
A Prefeitura de Ponta Grossa publicou no Diário Oficial da última terça-feira (12), um edital no valor de R$ 96,5 milhões, que prevê contratação de uma empresa para a terceirização da alimentação escolar nas escolas municipais de Ponta Grossa. A medida, que foi denunciada nas redes sociais pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ponta Grossa (SindServ), tem gerado preocupação na comunidade escolar. De acordo com o vídeo divulgado pelo SindServ, a terceirização representa uma ameaça direta à qualidade do serviço oferecido nas escolas e aos direitos dos trabalhadores que atuam nas unidades escolares.
O SindServ cobra uma resposta imediata da prefeita Elizabeth Schmidt sobre a possível implantação do novo modelo, alertando que a terceirização pode representar a precarização de um serviço essencial. Para o sindicato, a mudança coloca em risco não apenas os empregos das merendeiras, mas também o bem-estar de milhares de alunos que dependem da merenda escolar diariamente.
Segundo o sindicato, as cozinhas das escolas municipais são administradas por profissionais concursadas, que desempenham suas funções com experiência, compromisso e cuidado. A substituição dessas profissionais por funcionários de empresas terceirizadas pode impactar negativamente na qualidade da alimentação, além de abrir brechas para a redução de direitos trabalhistas, salários mais baixos e rotatividade constante de pessoal.
“As merendeiras são parte essencial da comunidade escolar e merecem respeito, não o risco do desemprego”, afirma um trecho do material divulgado pelo SindServ na internet.
Além das consequências para os trabalhadores, o sindicato alerta que a medida pode afetar diretamente os professores e os próprios alunos, que podem sofrer com a perda de vínculo com as profissionais da cozinha, responsáveis por um serviço que vai além da nutrição e toca aspectos afetivos e sociais do ambiente escolar.
A comunidade escolar e os representantes do sindicato aguardam uma posição oficial da prefeitura e defendem o diálogo transparente com todos os envolvidos, antes de qualquer avanço em medidas que alterem profundamente a estrutura da educação municipal.
Enquanto isso, cresce o movimento de mobilização nas escolas e nas redes sociais contra a terceirização da merenda escolar, com pais, professores e servidores se unindo em defesa de um serviço público de qualidade, humano e valorizado.
Veja o edital publicado no dia 12 de agosto:







