Análise: IPTU em Ponta Grossa – o aumento disfarçado, injusto e fora de hora


Não, não era fake news. A Prefeitura de Ponta Grossa apresentou um projeto que, na prática, representa um aumento no IPTU da população, embora tente disfarçar a medida com o nome de “ajuste fiscal”. O discurso oficial diz que a alíquota do imposto não mudou, mas o que se propõe é uma reavaliação do valor do metro quadrado dos terrenos, o que, segundo a própria administração, pode elevar em até 50% o valor dos impostos já no primeiro ano.

Na prática, o imposto sobe proporcionalmente ao valor reavaliado. E a chamada “trava” prometida pela Prefeitura, que limitaria o impacto imediato, é apenas um adiamento: o terreno cuja avaliação exceder os 50% será parcelado nos anos seguintes, com aumentos de até 10% anuais. A conta vem — só que diluída.

Como se não bastasse, o desconto para quem paga à vista caiu de 15% para 5%, penalizando justamente quem tenta manter suas contas em dia, mesmo em tempos difíceis.

O Brasil já vive afogado em impostos: segundo levantamento da Gazeta do Povo, o Governo Lula cria ou aumenta um tributo a cada 37 dias — é praticamente um imposto por mês. E como se não bastasse esse sufoco vindo de cima, agora Ponta Grossa também quer entrar na onda. Curioso, não? Bastou que o Executivo Municipal começasse a andar de mãos dadas com os ‘cumpanheiros’ do Palácio do Planalto que, como num passe de mágica, surgiu a vontade de “ajustar” o IPTU. Coincidência? Difícil acreditar. Parece que a nova moda é seguir o exemplo de Brasília: se falta dinheiro, aumenta o imposto. Simples assim, pra eles.

O projeto será analisado pela Câmara Municipal, mas já enfrenta forte reação nas redes sociais. A razão é óbvia: o momento é completamente inadequado. O país atravessa um cenário de inflação em alta, aumento de tributos federais e queda no poder de compra da população. Em vez de rever gastos ou cortar excessos, a gestão municipal optou por transferir o peso para o contribuinte.

Cabe agora à Câmara ouvir a população e reavaliar esse projeto. A cidade precisa de gestão responsável — e não de mais encargos sobre os ombros de quem já paga a conta.

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