UEPG recebe 55 novos professores efetivos


As salas de aula, laboratórios e corredores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) ganharam, em 2026, 55 novos professores e professoras. Até chegar à instituição, cada um percorreu seu próprio caminho: alguns atravessaram cidades, outros mudaram de estado, ocuparam cargos públicos ou construíram carreiras em diferentes áreas profissionais. Em comum, todos trazem uma sólida formação acadêmica e a expectativa que acompanha tantos pesquisadores e professores: um dia integrar, de forma efetiva, o quadro de uma universidade. Para eles, esse dia chegou em 31 de agosto, quando foram oficialmente recebidos pelo Governo do Estado do Paraná como docentes da carreira de Ensino Superior da UEPG, em cerimônia realizada no auditório da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg).

É o primeiro concurso para professores efetivos em uma década – o último certame aconteceu em 2016. Os candidatos passaram por prova escrita, em 15 de março de 2026, com leitura pública; prova didática com arguição; e, para determinadas áreas, prova prática, todas de caráter eliminatório. A classificação também considerou a avaliação de títulos e do plano de trabalho, no qual os concorrentes apresentaram suas experiências e perspectivas de atuação nas áreas de ensino, pesquisa e extensão da Universidade.

“Ser professor exige formação continuada, aprendizado constante”, aconselhou o professor Aldo Nelson Bona, secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Em seu discurso de acolhida aos novos docentes, ele enfatizou a importância de valorizar o ato de lecionar, tanto quanto outras atividades realizadas na Universidade, como a pesquisa e a extensão. “Dar aula não é mais repassar informação, como foi em algum tempo pretérito. Exige de nós, docentes, a capacidade de reinvenção, a capacidade de encontrar o modo certo, de motivar e de gerar mundos naquelas pessoas que estão confiadas ao nosso trabalho de formação”.

Os docentes recém-nomeados foram recebidos pela administração da Universidade e da Secretaria em um momento especial, na mesma data e local da posse da Reitoria. O reitor 2022-2026, professor Miguel Sanches Neto, evidenciou o significado da cerimônia. “É simbólico que o primeiro dia que eu cheguei nessa universidade foi para assumir como professor num concurso público e que o último ato desse reitor seja fazer um ato de nomeação, de posse, de novos professores. É o começo da minha história, é o fim da minha história”, refletiu. Ao destacar os investimentos realizados na UEPG nos últimos anos, salientou a importância da abertura de concursos para agentes universitários e para docentes. “O investimento em pessoas que formarão pessoas é crucial e deve continuar sendo feito”.

Para ele, a chegada dos novos docentes também representa a força da universidade pública na interiorização do conhecimento e na fixação de profissionais qualificados fora dos grandes centros. “Essa é a beleza da universidade pública. Ela fixa cérebros, ela fixa competências no interior do Brasil”, enfatizou. “Nós não seríamos um Estado desenvolvido como somos hoje se não tivéssemos as universidades estaduais do Paraná, em conjunto com as universidades federais”.

O momento é importante para recompor e renovar o quadro docente da Universidade, além de garantir a continuidade das atividades de ensino, pesquisa e extensão, destacou o então vice-reitor e atual reitor da UEPG, professor Ivo Mottin Demiate. “Esse concurso permite à Universidade incorporar profissionais com diferentes trajetórias e experiências, fortalecendo os departamentos e ampliando as possibilidades de atuação em todas as áreas. A tão aguardada chegada dos novos professores e professoras só foi possível a partir da dedicação das equipes da UEPG, que realizaram o concurso com eficiência e cuidado”.

O professor Ivo também ressaltou o significado da coincidência entre a posse dos novos docentes e a mudança de gestão da Reitoria. “Quem recebeu Sanches, há mais de três décadas, não imaginaria que ali estava apertando a mão de um futuro reitor. Quem sabe, dentre os que acolhemos hoje, a história não se repete?”, vislumbrou. Para ele, a coincidência também faz da mudança de gestão não apenas o encerramento de um ciclo, mas a oportunidade de deixar, junto ao legado construído, a semente do que será o futuro da UEPG.

Com informações da Assessoria de Comunicação da UEPG

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