Lulinha investigado por tráfico de influência e corrupção


Ministro do STF André Mendonça autorizou inquérito da Polícia Federal para investigar se filho do presidente Lula cometeu crimes de tráfico de influência e corrupção.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a abrir um inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conhecido como “Lulinha”.

Segundo informações divulgadas pelo jornal Folha de S. Paulo e pelo g1, na semana passada a PF pediu a abertura do inquérito para investigar Lulinha. Mendonça foi sorteado e será o relator do caso no Supremo — a investigação é para apurar se Lulinha cometeu os crimes de tráfico de influência e corrupção para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”.

Apontado pela PF como um dos principais operadores das fraudes no INSS, Antunes está preso preventivamente desde setembro.

Em março, a proposta final do relatório da CPMI do INSS — comissão parlamentar que investigou fraudes no pagamento de aposentadorias — pediu o indiciamento e a prisão preventiva de Lulinha.

O documento foi votado pela CPMI e rejeitado por 19 votos a 12. No texto, o relator da comissão, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), afirmou que havia indícios de que o filho de Lula teria cometido quatro crimes: tráfico de influência; lavagem ou ocultação de bens; organização criminosa; e participação em corrupção passiva.

Gaspar integra a oposição ao governo Lula, e parlamentares da base o acusaram de agir politicamente, de olho em dividendos eleitorais nas eleições presidenciais de outubro.

À época, o advogado de Lulinha, Guilherme Suguimori Santos, disse à BBC News Brasil que o empresário foi incluído no relatório da CPMI do INSS por motivos políticos.

“A motivação é evidentemente política. Não há outra explicação. No que tange ao Fábio Luis, 95% de tudo o que é escrito no relatório é a reprodução de reportagens. A comissão não conseguiu trazer nada novo, dizendo que há, apenas, uma possibilidade de que Fábio Luis tenha ligação com os investigados”, disse.

Santos afirmou ainda que seu cliente não teria recebido recursos de Antunes e que Lulinha viajou a Portugal a convite de Antunes a Portugal para conhecer um projeto sobre medicamentos à base de canabidiol, mas que os dois nunca tiveram qualquer negócio juntos.

Com informações do portal Terra

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