Porto de Paranaguá amplia em 86% sua participação nas exportações de produtos de outros estados

O Porto de Paranaguá segue ampliando sua relevância no comércio exterior brasileiro. No primeiro semestre de 2026, os terminais paranaenses embarcaram 9,62 milhões de toneladas de mercadorias produzidas em outros estados, volume 9,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 8,75 milhões de toneladas. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
O Porto de Paranaguá já foi eleito seis vezes o melhor porto do país pela Secretaria Nacional de Portos. A avaliação que mensura critérios como eficiência nas operações, gestão administrativa e transparência.
Na comparação com 2018, o crescimento é ainda mais significativo. Em oito anos, a movimentação de cargas oriundas de outras unidades da Federação aumentou 85,8%, passando de 5,17 milhões para 9,62 milhões de toneladas. Para o presidente do Ipardes, Jorge Callado, o desempenho demonstra a consolidação do Paraná como um importante centro logístico nacional, impulsionado pela eficiência portuária e pela infraestrutura de transporte que conecta diferentes regiões do país ao Porto de Paranaguá.
Mato Grosso do Sul foi o estado que mais utilizou a estrutura portuária paranaense no período, com 4,05 milhões de toneladas exportadas, seguido por São Paulo, com 2,09 milhões, e Mato Grosso, com 1,83 milhão. O porto também atende cargas provenientes de estados como Goiás, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rondônia e Tocantins.
Além do crescimento em volume, o valor das exportações também avançou. As mercadorias embarcadas por outros estados movimentaram US$ 7,26 bilhões entre janeiro e junho deste ano, alta de 14,8% em relação aos US$ 6,32 bilhões registrados no mesmo período de 2025. A soja em grão liderou a pauta de exportações, respondendo por mais da metade do total embarcado, com 4,88 milhões de toneladas, seguida por produtos como farelo e óleo de soja, açúcar, milho e carnes bovina e de aves.
