Prefeitura e Igreja Católica divergem sobre tombamento de tempos religiosos em Ponta Grossa


A sessão da Câmara Municipal de Ponta Grossa desta segunda-feira (13) foi marcada por um embate entre a Prefeitura e a Igreja Católica em torno do tombamento de igrejas e templos religiosos. A discussão ganhou força durante a análise do Projeto de Lei 232/2026, que estabelece que o tombamento de imóveis destinados a atividades religiosas só poderá ser concluído mediante manifestação expressa da entidade responsável.

Durante a sessão houve troca de críticas entre parlamentares, líderes religiosos e o secretário municipal de Cultura, Alberto Portugal. Em meio ao debate, a vereadora Joce Canto (PP) chegou a afirmar que “a Prefeitura de Ponta Grossa está perseguindo a Igreja Católica”.

O projeto de lei surgiu após a Prefeitura decretar o tombamento de oito instituições religiosas do município, decisão que gerou forte reação da Igreja Católica e de parte dos vereadores. O secretário Alberto Portugal, que representou a prefeitura na sessão, defendeu a posição da Secretaria Municipal de Cultura e afirmou que exigir autorização das entidades pode comprometer a preservação de imóveis de relevância histórica. Segundo ele, o tombamento é uma ferramenta fundamental para impedir que esses patrimônios sejam descaracterizados ou até demolidos ao longo do tempo.

Já o bispo de Ponta Grossa, Dom Bruno Elizeu Versari, sustentou que os responsáveis pelos templos precisam ser consultados antes de qualquer decisão. Para ele, o tombamento não traz benefícios às igrejas, que já contam com proteção legal, além de elevar significativamente os custos de manutenção dos imóveis.

A divergência evidenciou um confronto entre a administração municipal e a Igreja Católica sobre os limites da preservação do patrimônio religioso no município.

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