Valdemar é suspeito de desvio de R$ 119 milhões em emendas e de associação criminosa, aponta PF

Presidente nacional do PL, partido do presidenciável Flávio Bolsonaro e do pré-candidato ao governo do Paraná, Sérgio Moro, influenciava no direcionamento de verbas, mesmo não tendo mandato de deputado. Dino, ministro do STF, determinou a suspensão de R$ 119 milhões emendas
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, é suspeito dos crimes de desvio de dinheiro e de associação criminosa, aponta decisão judicial do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, datada de segunda-feira (6) e que veio a público nesta sexta (10), faz parte dos desdobramentos da “Operação Transparência” e de inquérito que investiga um esquema de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares.
Dino determinou a suspensão de R$ 119 milhões em emendas e detalhou o que as investigações da Polícia Federal encontraram até agora sobre a atuação de Valdemar e de três funcionários da Câmara dos Deputados no esquema. Dois dos servidores trabalham na Liderança do PL na Casa.
Em nota, a defesa do presidente do PL diz ter recebido a decisão com surpresa e afirma que a medida parte de “premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária”. Valdemar nega a prática de qualquer crime e afirma não haver prova ou indício de que tenha “aderido conscientemente a um suposto esquema criminoso”.
O PL é o partido de Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato a presidente da República. Outros integrantes da família Bolsonaro estão filiados à legenda: Jair, Michelle, Eduardo, Carlos e Jair Renan.
Os investigadores encontraram indícios de que, mesmo sem mandato de parlamentar, Valdemar Costa Neto influenciava, de forma clandestina, o direcionamento de verbas de emendas. Para isso, o dirigente contava com servidores da Câmara dos Deputados, que destinavam verbas públicas de acordo com os interesses de Valdemar.
De acordo com a PF, as emendas eram tratadas como cotas pessoais privadas, caracterizando o desvio de finalidade e a aplicação irregular de recursos em benefício de alguém de fora do Parlamento.
A estimativa é que Valdemar tenha desviado pelo menos 21 emendas, que resultaram em empenhos ou pagamentos na ordem de R$ 119 milhões.
Com informações do portal G1
