Greve dos servidores de PG pode ter adesão recorde, aponta SindServ

A greve dos servidores públicos municipais de Ponta Grossa, marcada para iniciar na próxima segunda-feira (04), pode registrar uma adesão histórica. A declaração foi dada pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SindServ), em uma entrevista à Rádio CBN de Ponta Grossa. A paralisação foi definida em assembleia da categoria realizada na última terça-feira (28), após sucessivas tentativas de negociação com a administração municipal.
De acordo com Pleis, a mobilização já é considerada certa e com grande adesão da categoria. “Vai acontecer, nós temos certeza. Não colocamos isso como algo bom, mas é o que está marcado. Ainda pode haver negociação nesse período, mas, até o momento, não houve avanço”, declarou.
O presidente também mencionou a possibilidade de judicialização do movimento por parte da Prefeitura, uma vez que a administração manifestou o interesse de acionar a justiça para tentar barrar a paralisação. Segundo Pleis, apesar desse cenário, o sindicato entende que a greve é legítima. “Pode acontecer de o judiciário ser acionado e até suspender a greve, mas nós acreditamos que o movimento não é ilegal e temos esperança de que, se isso ocorrer, o sindicato e os trabalhadores terão uma decisão favorável”, afirmou. Até agora, segundo o dirigente, o sindicato não foi oficialmente notificado sobre qualquer ação judicial.
Outro ponto ainda em aberto é a definição do percentual mínimo de trabalhadores que devem permanecer em atividade, especialmente nos serviços essenciais. De acordo com o presidente do SindServ, esse índice precisa ser acordado entre as partes. “Protocolamos um requerimento com intenção de negociar esse percentual, mas a Prefeitura não sinalizou. Em geral, se trabalha com cerca de 30% nas atividades essenciais, mas isso precisa ser discutido”, explicou.
A expectativa de forte adesão é baseada em mobilizações recentes. No último dia 8, durante uma paralisação de três horas, mais de dois mil servidores participaram de um ato em frente à Prefeitura. “Sempre que o sindicato convoca, há grande participação. Agora, para a greve do dia 4, entendemos que o número será ainda maior”, disse Pleis.
Terceirizações e criação de cargos
Além da pauta salarial, o movimento é impulsionado por uma série de insatisfações da categoria. Entre elas, críticas à terceirização de serviços, à criação de cargos comissionados e à destinação de recursos públicos. “Não é só sobre salário. É a indignação com o que está acontecendo dentro da máquina pública. Enquanto dizem que não há recursos para reajuste, foram criados cargos que vão custar cerca de R$ 600 mil por ano. Além disso, temos terceirizações milionárias custeadas com dinheiro público”, destacou.
