Confusão e denúncia de racismo marcam jogo entre Operário e Vila Nova

A vitória do Vila Nova por 2 a 1 sobre o Operário Ferroviário, no sábado (18), pela Série B do Campeonato Brasileiro, acabou ofuscada por episódios de violência e uma grave denúncia de racismo ao fim da partida, em Goiânia. O confronto, disputado no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), terminou em meio a um cenário de desordem envolvendo atletas, dirigentes e torcedores.
Após o apito final, o atacante Berto, do Operário, deixou o campo visivelmente abalado e chorando ao relatar ter sido alvo de ofensas racistas, afirmando ter sido chamado de “macaquinho”. Diante da situação, ele precisou ser amparado por integrantes da comissão técnica do clube paranaense.
O tumulto se intensificou com troca de agressões e arremesso de objetos entre campo e arquibancada. O zagueiro Jhan Torres lançou uma garrafa em direção aos torcedores, atingindo o ex-presidente do Vila Nova, Geso de Oliveira. Em resposta, objetos foram jogados no gramado, incluindo uma garrafa que acertou o presidente do Operário, Álvaro Góes, que caiu após o impacto. Também houve o lançamento de uma lixeira, enquanto jogadores do time paranaense reagiram atirando copos de água em direção à arquibancada.
